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Doentes espanhóis também devem usufruir de serviços portugueses

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A bastonária da Ordem dos Enfermeiros defendeu ontem, no Hospital de Santa Luzia, que os doentes espanhóis também devem usufruir dos serviços de saúde prestados em Portugal, à semelhança do que acontece com os doentes portugueses em Espanha.

“Se há um conjunto de cuidados de saúde que são prestados em Badajoz (Espanha), também há certamente um conjunto de cuidados que podem ser prestados do lado de cá da fronteira e deveríamos fazer disto uma alavanca de desenvolvimento”, disse Maria Augusta Sousa, em declarações à Agência Lusa.

Atualmente existem protocolos entre o Ministério da Saúde, através da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, e o governo regional da Extremadura espanhola para a prestação de cuidados médicos em Badajoz, nas áreas da obstetrícia e doenças cardiovasculares.

“Em zonas transfronteiriças, como é o caso de Elvas e Campo Maior, devemos apostar na complementaridade e não na duplicação da prestação de serviços de saúde, porque é a única forma de garantir que os recursos disponíveis são bem utilizados em função das necessidades dos cidadãos”, frisou a bastonária.

Maria Augusta Sousa falava durante uma vista ao Hospital de Santa Luzia, em Elvas, integrada na Semana da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a decorrer até sexta feira no Alentejo.

“É importante analisarmos os atores que estão diretamente implicados e que garantem a organização dos cuidados de saúde e apostar na correta planificação, coordenação e financiamento dos mesmos”, defendeu Maria Augusta de Sousa.

Quanto aos cuidados de saúde que poderiam vir a ser prestados aos doentes espanhóis do lado português da fronteira, a bastonária considerou ser necessário analisar a questão com os profissionais do setor espanhol.

“O Hospital de Elvas presta um nível de cuidados bastante elevado. Áreas como a diálise poderiam ser protocoladas com Espanha, bem como a utilização de recursos como a telemedicina, que não implica a deslocação de pessoas”, avançou a bastonária.

Maria Augusta de Sousa sublinhou também a experiência que vem sendo desenvolvida em Portugal na prestação de cuidados à população mais envelhecida

“A população portuguesa é cada vez mais envelhecida e nós temos desenvolvido boas políticas na prestação de cuidados de saúde na área da geriatria. Essa poderia ser também uma área a explorar, de forma a dispormos aqui de uma oferta de excelência e complementariedade”, sugeriu.

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