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Cláudio Abreu reflecte ambição para os jovens que orienta

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Ex-jogador em quatro clubes de referência nos Açores é agora o seleccionador em Ponta Delgada. Sucesso de uma carreira coloca respeito e confere vontade de vencer aos atletas das selecções jovens micaelenses.

O Elvense Cláudio Abreu marcou uma geração no futebol açoriano enquanto jogador e quer deixar a mesma imagem de entrega, determinação e profissionalismo na condição de treinador, carreira que abraçou há um ano logo após ter deixado o futebol profissional aos 37 anos.

Dos vinte e um anos de dedicação ao futebol sénior – ainda júnior já jogava na equipa principal do Fronteirense, cedido por "O Elvas" - dezasseis deles foram cumpridos nos Açores. Entrou pela porta do Angrense, onde esteve duas temporadas, seguiu-se uma época no União Micaelense e depois seis consecutivas no Santa Clara, ajudando a equipa a trilhar o caminho das subidas no final da década de 90.

O ciclo nos encarnados de Ponta Delgada fechou-se em 2002 e seguiram-se sete anos no Operário, até 2009. Para a história, ainda em território continental, contabilizam-se quatro temporadas em "O Elvas", uma delas cedido ao Fronteirense e outra no Borbense, clube do qual se transferiu para o Angrense.

A rica actividade de Cláudio Abreu no futebol encontrou em 2009 um novo desafio: treinar as selecções jovens da Associação de Futebol de Ponta Delgada. Deixar de jogar para ser treinador é o rumo que muitos atletas tomam e porque já estava preparado para a transição não foi tão dolorosa quanto poderia imaginar.

«A transição não custou assim tanto porque continuei ligado ao futebol e dei continuidade àquilo que sempre gostei de fazer. Não estava à espera que abraçasse um novo projecto em tão curto espaço de tempo mas o convite da Associação de Futebol de Ponta Delgada acabou por aparecer numa boa altura», recordou.

Se enquanto atleta Cláudio Abreu habituou-se a vencer, como treinador não foge à ambição e os resultados começam a aparecer. Ainda recentemente levou a selecção sub-18 à vitória no Torneio Inter-Associações e na época de estreia triunfou em cinco dos sete eventos disputados, desde os sub-12 aos sub-20.

«O nosso lema é entrar em todos os torneios com o objectivo de vencer. Os atletas têm revelado empenho e determinação, sinto que gostam de fazer sempre o melhor e quando assim é torna-se mais fácil passar uma mensagem de confiança nas suas qualidades que depois conseguem exprimir em campo», disse.

O facto de saberem quem é Cláudio Abreu ajuda na ambição. «Penso que me vêem como um líder e sinto que a minha carreira é valorizada por eles. Muitos deles, creio, ainda olham para mim como jogador e não como treinador, até porque fui colegas de atletas como o Milton e Daniel, no Operário».

Ser treinador é o futuro de Cláudio Abreu, mas sê-lo-á sempre na ligação às selecções ou existe lá no fundo o desejo de abraçar um projecto num clube? «Não digo que vá mudar a médio prazo mas um dia gostaria de dar continuidade à carreira num clube que ofereça ambição e condições para tornar um sonho realidade».

Aos 39 anos o sonho comanda a vida de um jovem técnico que poderia ainda estar a jogar. «Deixar o futebol não foi uma decisão pessoal. Estive sete anos no Operário onde sempre trabalhei com afinco. Mas a ligação contratual terminou e decidi abandonar o profissionalismo. Se me sentia em condições para continuar? Sinto saudades de jogar e sinto também que tinha condições para continuar. Mas não dependeu apenas de mim», vincou.

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